Ato contra tarifa do ônibus termina com quebra-quebra em SP – Notícias


Um grupo que participava do ato contra o reajuste da tarifa de ônibus em São Paulo nesta quinta-feira (10)  destruíram as portas de vidro de uma agência da Caixa Econômica Federal na rua Haddock Lobo, nas imediações da avenida Paulista.


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De acordo com a Polícia Militar, alguns ativistas colocaram fogo em lixeiras e promoveram depredações na avenida Paulista e na rua Bela Cintra. Nenhum suspeito foi detido até o momento.


Parte dos manifestantes ainda se concentram na avenida Paulista, entre as ruas Haddock Lobo e a Praça do Ciclista, na esquina da rua da Consolação.


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Os manifestantes se concentraram, inicialmente, em frente ao Theatro Municipal, na região da Sé, e partiram em passeata pelas ruas do centro da cidade. O MPL critica a elevação de R$ 0,30 da tarifa em apenas um ano.


Gabriela Dantas, integrante do MPL (Movimento Passe Livre), responsável por organizar o ato, afirmou que o objetivo do ato é protestar contra o aumento da tarifa em índices maiores do que o salário mínimo. “Tivemos um aumento salarial abaixo da inflação e um aumento da tarifa acima da inflação”.


“Já não bastasse a tarifa ser injusta, como esse aumento é o dobro da inflação. Quem paga a conta da crise somos nós que, além de arcar com o desemprego e o aumento do custo de vida, somos impedidos de circular pela cidade”, destacou o movimento nas redes sociais.


Adequação

Segundo a Prefeitura de São Paulo, o aumento é necessário para a “adequação da receita para reduzir o desequilíbrio do sistema”.


“O percentual de aumento é baseado na inflação acumulada dos últimos três anos, de acordo com o IPC-Fipe, de 13,06%. Por dois anos, em 2016 e em 2017, a tarifa não sofreu qualquer reajuste, mantendo-se no valor de R$ 3,80, impactando significativamente o orçamento da Prefeitura. Em 2018, houve um aumento abaixo da inflação, elevando o valor para R$ 4,00”, disse a prefeitura em nota.


O governo do estado informou que o aumento é baseado na inflação acumulada em 2018, de acordo com o IGP-M, e que reflete também o incremento dos custos operacionais e de recursos humanos das empresas que operam na área.


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