FAB quer implantar sistema para bloquear drones em aeroportos – Notícias

Objetivo é evitar que drones prejudiquem a operação de aeroportos, como aconteceu no último domingo (9) no aeroporto de Congonhas, em São Paulo


A FAB (Força Aérea Brasileira) está avaliando a compra de sistemas que criam um bloqueio contra drones para ser implantado nos aeroportos brasileiros ainda em 2019. Em pouco mais de um ano o sobrevoo de drones já provocaram a interrupção de operações em ao menos quatro aeroportos.


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Estes equipamentos podem impedir o voo de drones em áreas predeterminadas, forçando o equipamento a voltar ao ponto de onde decolou ou, ainda, paralisar a aeronave até que seja capturada. A tecnologia também possibilita identificar a posição do drone e também a de seus pilotos.


No último domingo (9), um destes equipamentos interrompeu pousos e decolagens no aeroporto de Congonhas, em São Paulo, por 46 minutos. Em 2017, um drone já havia interrompido as operações por quase 2 horas e provocando atrasos em diversos voos.


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O DECEA (Departamento de Controle do Espaço Aéreo), um órgão da FAB que controla o espaço aéreo no Brasil, já está analisando algumas soluções oferecidas no mercado por algumas empresas e mapeando os custos e necessidades técnicas, financeiras e administrativas para a compra e implantação destes sistemas no país.


“As empresas fornecedoras já apresentaram suas soluções para e o próximo passo será a realização de testes em campo, com a implantação de alguns sistemas em local onde suas capacidades possam ser testadas em atendimento aos requisitos definidos pelo DECEA ”, informou Elton Bublitz, analista da Força Aérea Brasileira.


Na França, por exemplo, os frequentes problemas com drones fizeram o páis a restringir ao máximo o voo destes equipamentos e algumas forças policiais e o exército francês já utilizam equipamentos antidrones.



“Aqueles que deixam de observar o que é previsto para a utilização dos drones, colocam em risco a segurança de pessoas, aeronaves e propriedades. Além de colocar em risco os setores dos voos recreativos e dos voos profissionais. Entendemos que, muitas vezes, os pilotos não entendem a necessidade de obedecer ao que está escrito, mas é preciso lembrar que, exatamente por atitudes como essas, diversos países baniram drones de seu espaço aéreo. Nós não queremos que isso aconteça no Brasil. Entretanto, não abriremos mão da segurança do espaço aéreo brasileiro”, afirma o coronel Jorge Vargas, da FAB.


O Brasil tem, atualmente, cerca de 50 mil drones cadastrados na ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil). O aumento do número de equipamentos no país sinaliza a importância de os pilotos respeitarem as regras para o uso do equipamento no espaço aéreo brasileiro.


Segundo o DECEA (Departamento de Controle do Espaço Aéreo) da FAB (Força Aérea Brasileira), o voo de drones só pode ser realizado a mais de 9 km de distância de aeroportos e a 600 metros de helipontos. Infringir esta regra pode resultar em prisão, respondendo pelo crime de atentado contra a segurança da aviação, que prevê detenção de 2 a 5 anos.



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